
Observamos nos úlltimos 20 anos um crescimento significativo nas pesquisassobre o Cérebro. Essas pesquisas vêm sendo realizadas desdeum animal como o molusco marinho a Aplysia que possui cerca de 20.000 neurôniosaté o Homo sapiens com seus 100 bilhões de neurônios.
Acompanhando o resultado de centenas de estudos, existe o consenso de quepouco se sabe sobre o cérebro. Além disso, muitos se perguntam:o que e como posso mudar/melhorar a saúde mental a partir das informaçõesobtidas nas pesquisas das neurociências?
Já foram investidos bilhões de dólares e a sensaçãoé de que ainda foi pouco aplicado na mudança do quadro da saúdepsicológica de crianças e adultos como depressão, estresse,TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade),violência, entre outras “doenças” que advém do cérebro.
O pai da medicina Hipócrates já dia em 460-355 A.C.: .
“Os homens precisam saber que de nada mais além do cérebrovem alegrias, prazeres, divertimentos e esportes, e tristezas, desapontamentos,desesperanças e lamentações. E, por isso, de uma maneiraespecial, nós adquirimos visão e conhecimento, e nósvemos e ouvimos. E pelo mesmo órgão nós tornamos loucose delirantes, e medos e terrores nos assaltam, alguns de noite e outros dedia … Todas essas coisas nós suportamos do cérebro, quandoele não é sadio.”
Nos últimos 100 anos a ciência tem contribuído significativamentepara aumentar a expectativa de vida das pessoas e são milhares dealternativas para driblar os nossos problemas para conseguirmos viver pormais tempo do que há 300 anos atrás, apesar dos turbilhõesde estímulos estressores físicos e psicológicos queafligem o homem moderno. Além dessa correria do dia-a-dia, acostumamoscom o ritmo acelerado e, conseqüentemente, temos o modismo em relaçãoà Ciência do Cérebro: “mantenha o cérebro saudável”,“faça neuróbica/ginástica cerebral”, “se nãoestimular/treinar o cérebro, vai diminuir as capacidades cognitivas”,entre outros títulos de livros, capa de revista e mídias quesão publicados/veiculados, mas muitas vezes com um certo exagero.Por um lado, esse modismo tem o seu valor na medida que as pessoas vãose tornando mais “conscientes” que tem um cérebro que administra asfunções bio-sócio-psicológicas e da sua importânciapara mantê-lo ativo/saudável. De outro lado, como foi dito acima,o que adianta de todo esse acúmulo de conhecimento se ainda observamoso aumento significativo de crianças e adultos com depressão,obesidade, estresse, distúrbio da ansiedade, entre outras “doenças”?
Se a Educação é fundamental na formação/desenvolvimentodo Homem, então por que não criar uma EducaçãoCerebral desde a pré-escola, como já temos a EducaçãoFísica? Ou seja, se a Educação Física éobrigatória e a maioria concorda da importância de manter océrebro ativo, de desenvolver as habilidades mentais, etc., por quenão podemos criar uma disciplina/matéria de EducaçãoCerebral e ser implantada desde a pré-escola?
Como seria a disciplina/matéria de Educação Cerebraldesde a pré-escola? Se o Educador Físico e o Educador Cerebraltrabalhassem juntos desde a pré-escola, acredito que diminuiria drasticamenteos problemas de obesidade, hipertensão, depressão, estresse,entre outros.
Mas quem poderia ser o profissional capacitado a ministrar a EducaçãoCerebral? O psicólogo? O psiquiatra? O neurologista? Considerandoo sistema educacional adotado pelas escolas: Piagetiana, Vygostkiana, Montessoriana,entre outros modelos, podemos dizer que são autores/pensadores frequentementeadotados/seguidos pela ciência psicológica e pedagógica.Seria o psicólogo o Educador Cerebral?
Então, por que não criar uma nova área de formação no curso de psicologia: a Educação Cerebral? Ou em futuro próximo,criar um curso de Graduação em Educação Cerebral?
E o principal diferencial em relação à neuroeducação, neuróbica, ginástica cerebral, etc. é TODO EDUCADOR CEREBRAL VAI UTILIZAR UM OU MAIS EQUIPAMENTOS QUE POSSA REALIZAR REGISTROS PSICOFISIOLÓGICOS/PSICONEUROFISIOLÓGICOS DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO E/OU SISTEMA NERVOSO CENTRAL. Exemplos de Equipamentos: monitores de Variabilidade da Frequência Cardíaca (http://www.educacaocerebral.com/mindzone), resposta galvânica da pele, temperatura periférica, eletroencefalógrafo, entre outros. Então, uma boa maneira de saber se uma pessoa está concentrada/focada em uma atividade cognitiva é através de monitoramento psicofisiológico.
No Laboratório de Educação Cerebral, estamos desenvolvendo pesquisas/tecnologias na Área de Saúde e Educação. Coordenador Prof. Dr. EmílioTakase (Email:
CLOAKING
This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it e Tel.: (48) 37...)